a humanidade só será LIVRE, quando o último corrupto for enforcado nas tripas do derradeiro capitalista
a desobediência é a verdadeira base da liberdade, os obedientes são necessariamente escravos
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17 de março de 2009

SEGURANÇA AOS MOLHOS

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Mais seguranças privados do que polícias
Portugal já tem mais seguranças privados do que agentes das forças policiais. De acordo com o Relatório Anual de Segurança Privada de 2008, elaborado pelo Ministério da Administração Interna (MAI), e citado pelo «Público», há mais de 61 mil pessoas habilitadas a desempenhar a função, apesar de apenas 39 mil a terem exercido no ano passado.
O somatório dos efectivos da PSP e da GNR ronda os 48 mil.
O relatório indica ainda que o negócio movimentou em 2008, cerca de 650 milhões de euros, o equivalente ao orçamento da PSP.
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Bem, ou a falta de segurança tão apregoada é uma treta ou então algo está mal contado.

O que fica quanto a mim desta coisa é muito simples:

As forças de seguranças “normais”, aquelas que têm por missão defender o Povo e assegurar a sua liberdade enquanto cidadãos cumpridores não chegam, muito por culpa de orçamentos paupérrimos e de sucessivos cortes orçamentais.

Pelo contrário as forças segurança privadas (as que protegem os ricos e poderosos) começam a proliferar que nem cogumelos na primavera.

Nada é de admirar num país onde o Povo só conta para as estatísticas, ao contrário, a alta burguesia é tratada pelo nome ou cognome.

Podem dizer, “de quem é a culpa? Vivemos numa sociedade aberta e concorrencial, de livre mercado e onde cada um pode exercer a actividade que quiser”

Ok, o mal está no sistema, sistema esse que se está borrifando para a segurança dos seus cidadãos, pois ao descurar o financiamento devido à PSP vs GNR , possibilita o aparecimento e consequente deslocação de efectivos destas forças para as privadas, sendo até estas mais bem remuneradas que aquelas.

Pelo andar da “coisa” chegará o dia em que teremos um segurança privado a fazer a ronda à nossa rua e onde teremos de pagar a bom preço, o “velho” cívico passará a ser peça de museu.

Haja dinheiro que segurança não vai faltar.
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19 de maio de 2008

CATARINA EUFÉMIA (1928-1954

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Faz hoje cinquenta e quatro anos (19/5/1954) que foi assassinada pela GNR/PIDE, Catarina Eufémia. Reivindicava somente melhores condições de trabalho.

“Após a autópsia, temendo a reacção da população, as autoridades resolveram realizar o funeral às escondidas, antecipando-o de uma hora em relação àquela que tinham feito constar. Quando se preparavam para iniciar a sua saída às escondidas, o povo correu para o caixão com gritos de protesto, e as forças policiais reprimiram violentamente a populaça, espancando não só os familiares da falecida, outros rurais de Baleizão, como gente simples de Beja que pretendia associar-se ao funeral. O caixão acabou por ser levado à pressa, sob escolta da polícia, não para o cemitério de Baleizão, mas para Quintos (a terra do seu marido cantoneiro António Joaquim do Carmo, o Carmona, como lhe chamavam) a cerca de dez quilómetros de Baleizão. Vinte anos depois, em 1974, os seus restos mortais foram finalmente transladados para Baleizão.
Na sequência dos distúrbios do funeral, nove camponeses foram acusados de desrespeito à autoridade; a maioria destes foi condenada a dois anos de prisão com pena suspensa. O tenente Carrajola foi transferido para Aljustrel mas nunca veio a ser sequer julgado em tribunal. Faleceu em 1964”.

14 de março de 2008

GNR REPRIME

Pensava eu (como sou ingénuo) que imagens como esta deixavam de fazer parte do Portugal actual. Mas com o ressurgimento do neo-liberalismo de cariz fascisoide, que actualmente grassa por cá, são cada vez mais frequentes.

A GNR reprimiu na ETAR de Sines, com detenções e tudo, trabalhadores que encontrando-se em greve à porta das instalações da referida ETAR, apenas cometeram o “crime” de estar a exercer um direito constitucional, O DIREITO À GREVE.

“Quando perguntei a um dos GNR´s se estávamos no tempo da ditadura, ele respondeu que "sim", e que ele era o Salazar», contou ainda Daniel Silvério”
Atitudes deste cariz, para além de me merecer repúdio e revolta, só me vêm dar razão. Isto já lá não vai com falinhas mansas. A manifestação de sábado passado foi apenas o início.