a humanidade só será LIVRE, quando o último corrupto for enforcado nas tripas do derradeiro capitalista
a desobediência é a verdadeira base da liberdade, os obedientes são necessariamente escravos
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13 de novembro de 2007

O REGABOFE CONTINUA (PARTE III)

Pois é.
Enquanto uns vão passando fome, atirados para o desemprego, para a precariedade, para a miséria; outros com o dinheiro sugado a quem trabalha compram pó-pós novos, topo de gama. Nesta brincadeira pagamos 176 mil Euros (35 mil contos), em apenas em 5 unidades.

Em época de contenção orçamental, e com a administração pública sujeita a restrições na aquisição de viaturas novas, por indicação do Decreto de Execução Orçamental para 2007, é caso para dizer: existem dois países, o do contribuinte e o do governo. Para mais estes novos automóveis foram adquiridos sem concurso público, e sem autorização do Ministério das Finanças. Poderá estar em causa a violação da lei.

O que mais nos ofende, é que estes bandalhos dizem-nos, temos de fechar escolas, centros de saúde, maternidades, etc.; aumentar as propinas, taxas moderadoras, gás, electricidade, transportes, etc., para que o défice não ultrapasse os 2,4%, etc., etc., e depois vêm gastá-lo em carros de luxo?

Estão, não tenho dúvida, a gozar com a nossa cara, com o nosso dinheiro, e, mais grave, com a nossa paciência e a nossa dignidade.

Será que estão loucos?
Será que não têm vergonha na cara?
Que sociedade é esta?
Que país é este?
Que gente é esta?

Neste panorama de carência, um dos contemplados com um novo carro de alta cilindrada foi o presidente do IGFIEJ, com um Audi Limousine 2.0TDI, de 140 cavalos. Esta viatura, sem o IA, custou ao Estado 38 615,46 euros, com 2831 euros de equipamento opcional, nomeadamente caixa de 6 CD, computador de bordo a cores, sistema de navegação plus, sistema de ajuda ao parqueamento, alarme e pintura metalizada. Antes, João Manuel Pisco de Castro tinha ao seu dispor um outro Audi A6, com motorista de serviço, e um Peugeot 404, que conduzia pessoalmente. Estas viaturas tinham sido adquiridas em 2003. Mas também quatro Volkswagen Passat Limousine 2.0TDI - 34 257,40 cada -, foram para o Ministério: um para o gabinete de Alberto Costa, outro para o secretário de Estado João Tiago Silveira, outro para Conde Rodrigues, e o último para a secretaria-geral.