a humanidade só será LIVRE, quando o último corrupto for enforcado nas tripas do derradeiro capitalista
a desobediência é a verdadeira base da liberdade, os obedientes são necessariamente escravos
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23 de janeiro de 2012

Vamos imaginar

Desamores

Vamos imaginar Passos Coelho a contar tostões para ir à farmácia. Paulo Portas a perguntar o preço da carne e a ficar-se pelas asas de frango, já com cinco prestações da casa em atraso...


Nos subterrâneos deste Inverno empobrecido, vamos trocar os lugares.

Vamos imaginar Passos Coelho a contar tostões para ir à farmácia. Paulo Portas a perguntar o preço da carne e a ficar-se pelas asas de frango, já com cinco prestações da casa em atraso. Relvas na fila do rendimento social de inserção. Gaspar desempregado a almoçar em espaços de voluntariado de apoio aos sem abrigo. Penhoraram-lhe a casinha.
A cada medida que esta cambada toma mais vontade se tem de a imaginar a viver como aqueles a quem pagam. Imaginar o tipo do Pingo Doce sentadinho a uma caixa, muitas horas seguidas, aflitinho para ir à casa de banho e sem poder, porque a fila é infinita, a registar e ensacar mercadorias e no fim do mês a receber meia dúzia de euros e alguns produtos dados por ostensiva caridade.

Imaginar todos os membros do governo a viverem com o salário mínimo, a regressarem a casa, abatidos, num demorado e incompetente transporte público, cansados, montados na desesperança.
Vamos trocar de lugares. Vamos imaginar Américo Amorim a trabalhar nas minas, com o capacete adornado de lanterna, descendo de picareta em punho às profundezas da terra. Não, não era uma visita de circunstância, rápida e formal para a câmara televisiva. Era mesmo a bulir muitas horas sem ver a luz do sol. Todos os dias. Afinal o homem é um trabalhador.
Podemos também pôr Belmiro na construção civil a dar serventia a um pedreiro e a aquecer o almoço numa fogueira.
Imaginar esta gente a engolir os impropérios e as obscenidades cuspidas por entidades patronais menores e maiores e sentir a pele a arrepiar-se com medo do despedimento é um exercício absolutamente lúdico, saudável, e descompressor.
Nas horas de muito calor, alguma desta gente podia trabalhar a remendar estradas. As estradas camarárias do nosso país precisam muito de arranjo e manutenção. Mira Amaral podia colocar o alcatrão, enquanto Dias Loureiro carregava brita. Era uma parceria.

Nesta troca de lugares podemos pôr Catroga, já velhote, no papel de um reformado que faz biscates. A reforma. Não chega. Dois pares de ceroulas a protegerem-no do frio. Sem dinheiro para ligar o aquecedor. A eletricidade está muito cara.
Assunção Cristas a trabalhar num shopping, cumpriria horários escandalosos, para receber no fim do mês menos que o salário insignificante que a lei prescreve.
E a justíssima ministra da justiça seria uma trabalhadora da empresa a quem teria sido adjudicada a limpeza dos tribunais. Entraria às seis da manhã, limpava os corredores onde gente ansiosa passeará a partir das nove, aspiraria os gabinetes dos magistrados, as salas de audiências, os compartimentos destinados aos advogados, eclipsando-se depois de mansinho, quando os primeiros funcionários começassem a aparecer, assumindo a invisibilidade asséptica que estas funções sempre requerem. A bata com o logótipo da empresa assentar-lhe-ia a preceito.

O tipo da economia, o Álvaro, seria meio contínuo, meio segurança, de uma qualquer empresa privada. Auferiria à volta de quatrocentos e oitenta e cinco euritos. É bom. Apesar das varizes estaria sempre de pé, ligeiramente encurvado quando passassem os patrões. Trazia e levava recados, assegurando-se que tudo estava sob controlo. Faria cumprir, escrupulosamente, as indicações patronais. No fundo, não desempenharia funções muito diferentes daquelas que agora desempenha. A diferença era só na remuneração.
Vamos trocar de lugares a ver se gostam.
Portugal é um desamor europeu. Nesse desamor cabe tudo. O sobrolho carregado cheio de suspeições da UE ou do que dela sobra; o lixo condenatório das agências ou mercados ou lá o que é; o desplante das troikas em aparições televisivas.

Querem que este pedaço de terra onde vivem pessoas perca a configuração política e económica de país e se transforme numa coisa em forma de coisa nenhuma. Num espaço tristonho, deprimido e depressivo a tresandar a desgraça. Só a corja anda tão imperturbável como eufórica.
Por isso toma medidas supostamente irreversíveis num frenesim de urgências inadiáveis.
À medida que os dias nos vão pesando mais, o sorriso deles expande-se num turbilhão veemente. 

Os cortes fervilham. Cortes nos dias, nos anos, nos salários, nas almas, nos direitos. Viva a desbunda e o vale tudo.

Este é um governo genuína e assumidamente de direita.

A direita portuguesa tem muito ano de experiência no pêlo. Muito ano de prática sucessiva de pouca-vergonha. Muito ano de negócios protegidos pelo estado e pagos por todos nós. Muito ano de pilhagem, de bom viver, de ganância apadrinhada pelo poder. Muito ano de sentimentos de aço, de desprezo altivo, às vezes pio e caritativo, outras vezes boçal, a estoirar da alarvidade que a descompaixão explícita contém.

Mas sempre a mesma soberba e o mesmo desplante que lhe vem da convicção de que o mundo gira apenas para que tudo o que lhe diz respeito fique na mesma. A direita portuguesa é um monumento à agressão, à grosseria e à malandrice.

A sórdida direita portuguesa. Dói o desalmado desamor e a pantominice retórica.

Vamos trocar de lugares? Só a ver se gostam.

Por Alice Brito, Dirigente do Bloco de Esquerda

21 de janeiro de 2012

AS BABOSEIRAS DO SILVA


O Sr. Silva em mais uma das suas já vulgares atoardas veio afirmar o seguinte: "....receio não ter dinheiro para as minhas despesas....".

Já nos vamos habituando a não levar a sério as afirmações de tal personagem,  mas a paciência tem limites e desta vez o homem passou-se dos carretos. 

Quando os portugueses, na sua maioria, andam com uma mão atrás e outra de lado, quando os níveis de salários e pensões descem a níveis pornográficos, quando sobreviver é sinónimo de viver com dignidade, quando o sistema nos vai corroendo a carteira e a alma, quando o desemprego atinge números record, a precariedade faz as delícias de patrões e exploradores, quando enfim, o governo nos tira tudo, vem este tipo armado em populacho terceiro-mundista pensando ele, coitado, que somos todos uns parvitos e que acreditamos nas suas tretas. Ó Sr. Silva, tenha juízo e não diga asneiras, a malta pode ter fome mas não é parva. 

Já agora sr. Silva e a sua Maria não conta? 

11 de janeiro de 2012

QUANDO OUVIR FERREIRA LEITE, (A)PAGUE A TV


Ferreira Leite, distinta reaça, inquisidora-mor, defensora do sistema burguês, vomitou e disse de sua justiça. 

Num programa de TV transmitido ontem, a galinácea em questão proferiu mais ou menos isto:

«Quem tem mais de 70 anos e quer fazer hemodiálise tem de pagar»

Que coração bondoso, digno de quem anda constantemente na igreja a bater com as mãos no peito, que sinceridade, que sensibilidade, que pessoa mais solidária, que palavras tão justas e leais, que grande patriota, numa palavra, QUE GRANDE CABRA. 

Nem Salazar, nos seus tempos mais repressores se atreveu a tanto, aliás, aquelas palavras nem em Hitler ficariam bem. 

Esta gente goza na nossa cara, diz o que nem a vergonha de as dizer os faz recuar no seu propósito. E agora os/as puritanas que moveram uma queixa no MP contra Otelo, o que dizem?  

Definitivamente, este país não é para honestos. 

5 de dezembro de 2011

AMORIM, DE CORTICEIRO A VENDEDOR DE TAMPÕES


Antigamente havia o homem da Regisconta, actualmente existe o homem dos tampões higiénicos. O homem mais rico de Portugal senhor de uma fortuna de cerca TRÊS MIL MILHÕES DE EUROS mais uns pózitos, resolveu enganar o fisco e "meteu" nas despesas "coisas" como: tampões higiénicos, artigos de mercearia, viagens de férias da família, massagens, festas de aniversário, etc.. 

Depois de vir dizer (que querem, também temos por cá um Alberto João) que era um simples assalariado (sic) e não tinha nada de contribuir com mais impostos, vem agora à tona este regabofe contabilístico, onde as grandes empresas, com os grandes contabilistas e os melhores advogados, conseguem tudo. 

O sistema actual tudo permite a esta gente, e, diga-se de passagem não têm vergonha nenhuma.

2 de dezembro de 2011

SANTOS SILVA, CAVADOR NOS DIAS FERIADOS



Artur Santos Silva é mais um comedor do sistema, mais um burguês que vai vegetanto à sua volta e de vez em quando diz as suas baboseiras.

Este senhor, tachista de vários tachos, qualquer deles superiormente remunerados, é, tal como muitos que por aí botam faladura, um triste traste que para os manter vai dando umas engraxadelas ao poder instituído.  Que sabe este tipo o que é trabalho? Que sabe este tipo o que é levantar-se às seis da manhã  para ir esmolar o salário mínimo enquanto o patrão enriquece? Tipos destes não sabem NADA.
 

27 de outubro de 2011

AS BRIGADAS DO REUMÁTICO


Estas duas imagens estão separadas no tempo mais de trinta e sete anos, mas ambas detêm talvez o mesmo simbolismo. A primeira é o beija-mão da nova brigada do reumático ao Sr. Silva, a segunda é o beija-mão da velha brigada do reumático ao então ditador Marcelo Caetano. Em ambas também se notam certas certezas, ou seja, a certeza de que com esta gente não vamos a lado nenhum, todos vegetam na gamela do sistema, são a mesma laia, estão ali para defender os seus interesses particulares e/ou empresariais, agarram-se ao mesmo como lapa em rocha virgem. 
Já agora, o Sr. Silva não convida um elemento do Povo porquê? Será que está com receio que o mesmo retire alguma faiança ou algum copo de cristal e o esconda debaixo do casaco para o ir vender para a Feira-da-Ladra, ou que cague nas passadeiras vermelhas do palácio? 
Se na primeira é a agonia do actual sistema burguês, na segunda é a agonia do fascismo, encarnado no imbecil do Caetano e na mediocridade dos fachos com estrelas nos ombros.

24 de outubro de 2011

AS CASAS DO SISTEMA


Como muitos portugueses acreditaram no sistema que lhes dava uma casa a troco de 360 prestações suaves, e agora esse mesmo sistema lhas está a tirar, pois ele próprio não consegue encontrar solução para solucionar a merda em que caiu e fez cair o seu próprio povo, alguém de dentro do dito (sistema) teve a iluminada ideia de solucionar o problema. 
Desempregados, precários dos 300€, reformados dos 246€, desalojados por falta de pagamento ao banco pelo simples motivo de estar desempregado sem direito ao respectivo subsídio, emigrantes, etc., passam a partir de Janeiro de 2012 a ter direito a uma casa igual à da imagem (apenas uma divisão) no valor simbólico de 0,50€/mês a serem colocadas em quatro locais estratégicos, a saber: Ilhas Berlengas e deserta da Madeira, Maciço central da Serra da Estrela e terrenos outrora destinados ao novo aeroporto de Lisboa nas imediações de Alcochete/Montijo/Coruche. 

Fica assim solucionado o problema de alojamento daqueles que viram a sua vida andar para trás por culpa deste governo de hipócritas e burgueses. 

15 de setembro de 2011

SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE


O Serviço Nacional de Saúde (SNS) faz hoje trinta e dois anos. Com efeito, foi a 15 de Setembro de 1979 que a Lei nº 56/79 foi publicada no Diário da República.

Estava consumado uma das maiores conquistas do Povo, o direito à saúde, coisa que o salazarismo/fascismo sempre nos recusou.

Actualmente, este direito inalienável está em perigo, o actual governo, obcecado com os cortes cegos que está a efectuar, sujeitando o Povo à perca de direitos constitucionais e a atirá-lo para os braços dos privados, o SNS tende a terminar tal como o conhecemos.

Os portugueses terão assim regredido aos tenebrosos anos 40/50/60 e 70 onde só os ricos tinham direito à saúde pois só eles a podiam pagar. Os pobres eram relegados para a mendicidade das misericórdias, onde submergia a burguesia "oferecendo" os seus préstimos aos pobrezinhos.

Não tenhamos dúvidas, seguem-se tempos tenebrosos para quem mais necessita, para quem sempre trabalhou honestamente a nada tem a ver com a actual situação. 

POR UM SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE UNIVERSAL E GRATUITO

18 de maio de 2011

PASSOS COELHO E A ESMOLA AO DESEMPREGADO

imagem net

Para o Sr. Coelho o subsídio de desemprego é caridade. Só assim se compreende a sua afirmação de facho quando disse que os desempregados têm obrigação de "dar" 15 horas semanais de borla em trabalho comunitário. Nem o maior dos fascistas portugueses (Salazar) se atreveu a tanto. 
 
Coelho só disse esta alarvidade porque nunca soube, nem provavelmente nunca saberá, o que é estar desempregado, nunca soube o que é o sacrifício, material e moral do desemprego, para mais e na maioria dos casos, de situações de falências fraudulentas, motivadas por este capitalismo selvagem que tudo tritura à sua volta e por seus agentes, pois para estes, somos apenas números, não somos pessoas.

Ao afirmar tamanha  filha-da-putice só demonstra um total desrespeito por cerca de 800 mil portugueses que deram o seu contributo ao país e agora são tratados por esta gente como mercadoria rejeitada.
 
Um novo 25 de Abril é preciso.

2 de abril de 2011

PORQUE ONTEM FOI 1º DE ABRIL


A partir do dia 6 de Junho de 2011......

Portugal continuará no lixo (segundo as agências de rating), o novo governo, seja ele qual for, não conseguiria sequer ler as "medidas" apresentadas no post de ontem, quanto mais aplica-las, pois como sabemos estão reféns de Bruxelas e da Sª Merkel, e aí que manda é o capitalismo internacional.

Com o país na bancarrota (segundo os mais conceituados economistas do burgo), sem cheta para pagar os salários aos funcionários públicos em Maio, sem crédito, com a banca a roubar cada vez mais o zé pagante, com o desemprego e a precariedade a aumentar, com os especuladores e exploradores cada vez mais impunes e ricos, com a corrupção a aumentar sem que se veja algum corrupto atrás das grades, com a fome e a miséria a atingirem níveis impensáveis, Portugal e os portugueses preparam-se para o pior, enquanto os políticos se entretêm a jogar canastra e em acusações mútuas.

Estes políticos ainda não viram (não querem ver) que o Povo está cansado e farto da porcaria que fizeram, dos discursos de ocasião, das carinhas de inocência que fazem, dos seus tiques mirabolantes, nos barretes que nos enfiaram, nos escândalos que protagonizaram saindo sempre inocentes, da incompetência, do compadrio, da chulice, o Povo está fartos de vós, não vêm isso?

Entretanto a direita (PSD + CDS) + PS, prepara-se para o última assalto ao que resta (digo) CTT, CGD, GALP, EDP e PT. A esquerda do sistema por seu lado desune-se (se é que alguma vez esteve unida). Resta-nos esperar pelo milagre (e eu que não acredito nos mesmos) ou seja, que um dia o POVO acorde deste pesadelo e chame a si o seu destino.  

19 de fevereiro de 2011

A REPRESSÃO ESTÁ DE VOLTA

Imagens NET

Qualquer semelhança entre a primeira imagem e as restantes não é coincidência é a realidade. As únicas diferenças estão nos protagonistas, na época e na cor nas mesmas.

Ontem a GNR apreendeu uma aparelhagem sonora em Murça, a meia dúzia de cidadãos que estavam a recolher assinaturas contra a introdução de portagens nas SCUT´s. 

Perto dali, estava o Sócrates a inaugurar um Centro Escolar.

Primeira questão - A constituição da República diz no seu artigo-37, Ponto-1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações. 
E no seu artigo-45, Ponto-1. Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização. 
O comandante da GNR não sabe, por tal demita-se ou demitam-no.

Segunda questão - Os tiques do salazarismo/fascismo estão ainda bem presentes nestes governantes e respectivas forças se "segurança" (sic), andam alarmados, dizia mesmo borrados de medo e quando vêm algum foco de contestação legítima e ordeira feita pelo Povo, então, entra a repressão a fazer lembrar tempos idos.       
As contestações ao poder instituído noutras latitudes, tem despertado o verdadeiro poder do Povo, todos temos o direito à contestação e à revolta. Lembrava aos senhores do poder que o Povo jamais se calará, com ou sem repressão. 

Viva o Poder Popular

26 de janeiro de 2011

ASFIXIA DEMOCRÁTICA


 Com a eleição do Sr. Silva no passado domingo temos de começar a pensar em novas formas de luta, já não chegam as descidas da Av. Liberdade ou greves (ditas) gerais que nem sequer o são.  Ninguém tenha dúvidas que assim que o capital financeiro o desejar o Silva dissolve a AR e convoca eleições e todos sabemos quem as vai "ganhar". A velha máxima da direita "um governo, uma maioria, um presidente" perspectiva-se.

Da esquerda do sistema e para nosso descontentamento nada virá de novo, ou seja, vão continuar as divisões e o fala, fala, que diga-se, a nada nos leva, a não ser à continuação desta democracia podre e sem nenhuma perspectiva efectiva para o Povo. 
 
Cabe-nos a nós, Homens e Mulheres deserdados/as do sistema tentar fazer algo, sei que pouco ou nada podemos fazer para alterar este estado de coisas, mas, meus amigos, ficarmos sentados à espera que a mudança nos caia do céu, assim nunca conseguiremos. A nossa luta é feita na fábrica, no emprego, na tertúlia, no bairro, na nossa rua, na colectividade, nos movimentos independentes e Livres, no fundo a luta é onde nós queiramos.

Não deixes que nos asfixiem, luta pelos teus direitos de forma efectiva e frontal, com actos objectivos, nunca desistas de lutar pelo que achas melhor para ti e para todos.

Pelo Poder Popular

2 de dezembro de 2010

PACHECO PEREIRA, O SEPARADOR

O sr. Pacheco um dos frustrados do sistema, assinou num pasquim do burgo, entre outras a tirada que se segue: 

"A manifestação que reuniu milhares de pessoas contra a NATO foi obra do PCP e dos seus companheiros de estrada, incluindo o chapéu largo da CGTP, arrastando atrás de si parte do BE. E percebeu-se muito bem que a decisão dos organizadores dessa manifestação em colaborar com as autoridades policiais, garantindo a separação do corpo principal da manifestação do SECTOR VIOLENTO que seguia atrás, facilitou muito a acção de controlo policial da rua. O isolamento do SECTOR VIOLENTO, que foi assim facilmente contido pela polícia, tornou inúteis as tentativas de distúrbios que existiram do quadro de uma MANIFESTAÇÃO ILEGAL que se desenrolou à margem da organizada pelo PCP/CGTP. Mérito também, por isso, para o PCP, que é a entidade que toma decisões nesta matéria e que não seguiu o caminho de outros partidos comunistas, como o grego".

Apesar do dito não me merecer nenhuma atenção, apenas queria dizer ao Pacheco o seguinte:

Não o sabia tão "amigo" do PCP/CGTP (As velhas guerras aquando do PREC entre o seu MRPP e o PCP pelos vistos já estão esquecidas de ambas as partes). A prosa que escreveu é de uma cobardia a toda a prova, gostaria de saber que sector "violento" se refere, se aos activistas desalinhados do sistema, se aos gorilas do PCP, ou à polícia. Ou será a todos? Ou serão os cidadãos que presenciaram a cena de "separação", como diz no seu texto os violentos? Olhe, separação lembrei-me logo de Hitler aquando da separação entre "arianos" e os outros,  a separação entre pretos e brancos na África do Sul, USA e outros regimes racistas e xenófobos. Sim, sr. Pacheco, no dia 24 de Novembro houve segregação entre portugueses. O sr. e outros defensores do sistema não o admitem, mas lá que houve, lá isso houve. 

29 de outubro de 2010

A VERDADE

Com a devida vénia aqui transcrevo um artigo de opinião do jornalista Timothy Bancroft-Hinchey

Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal, pelo Governo liberal de José Sócrates. Mais um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.E não é por eles serem portugueses. Vá o leitor ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, oriunda de um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão....e à Austrália.Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS), gangorras de má  gestão política que têm assolado o país desde anos 80.O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê?Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou sugar, é aquele em que as agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos Estados Unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente,  controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da  União Europeia através da atribuição das notações de crédito.Com amigos como estes organismos e ainda Bruxelas, quem precisa de inimigos?Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e apavorada com a Alemanha depois das suas tropas invadiram o seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma austuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. A França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para a sua indústria.E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos pelos motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de que país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são os Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata da direita) e PS (Socialista, do centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo a sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir!!) e a sua indústria (desapareceu!!) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas!!), a troco de quê?O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza numa base sustentável?Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que despejaram biliões de euros através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é!!) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai  do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.A sua "política de betão" foi bem idealizada mas, como sempre, mal planeada, o resultado de uma inapta, descoordenada e, às vezes inexistente no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou-se em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini,  Maserati. Foram organizadas caçadas de javalí em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficaram a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem.Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político. E ele é um dos melhores?Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanista, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo excelente diplomata, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, "Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando") que criou mais problemas com o seu discurso do que com os que resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates, um ex-Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado pelos interesses instalados.Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares (???) de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projetos de educação).E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes. O Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%).Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%).Concordo com o sacrifício (1%)Um por cento! Quanto ao aumento dos impostos, a reação imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afetará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão. Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem os resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar!!É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de rating, que o  Governo  de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno do Governo de Portugal ao PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado com as suas ideias e propostas.Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal para o ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos. Esses traidores estão a levar cada vez mais portugueses a questionarem se não deveriam ter sido assimilados há séculos pela Espanha.Que convidativo, o ditado português "Quem não está bem, que se mude". Certo, bem longe de Portugal, como todos os que podem estão a fazer. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico e uma classe política abominável.

 Timothy Bancroft-Hinchey

Pravda.Ru

28 de outubro de 2010

O CIRCO VAI COMEÇAR

A pandilha burguesa que apoia o Cavaco e que tornou este país no que é actualmente, foi ontem ao beija-mão da praxe. Era vê-los/as todos/as aperaltados com os melhores trajes a levantarem as cabeças para serem vistos nas tv's. A maioria daqueles trastes deveria estar na cadeia pelo que fizeram à sociedade, mas não, ali andam eles/as como se nada fosse, como se o país e seu povo fossem uns carneirinhos amestrados que tudo permitem e toleram. É a burguesia ao melhor nível, são os Big Brother´s e afins à maneira politiqueira do burgo, é, no fundo, a demagogia pura e dura.

12 de outubro de 2010

A ALIMENTAÇÃO DO SISTEMA É FEITA COM GENTE ASSIM

Não era para escrever uma linha acerca deste personagem, mas como acho a história tão ridícula sempre o vou fazer, alerto desde já os amigos que o tipo em questão não nos merece o mínimo de respeito.
Disse o calhordas:
"Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira". 

E continua:
"Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá" 

Bem, ou este tipo está a precisar de tratamento psiquiátrico urgente, ou estão está doido mesmo, e assim, o Júlio de Matos espera por ele.

Com gente desta se faz rodear o PS, gente sem nível, sem escrúpulos, sem dignidade, sem vergonha, gente que faz dos restantes concidadãos e fundamentalmente de quem vota neles uma espécie de dejectos humanos. 

Tipos destes não prestam, são escarros, são MERDA.

Que fez o seu chefe em relação a isto? Nada

Que fez o sistema para impedir canalha desta? Nada

Resumindo - Que grande merda de gente.

31 de agosto de 2010

DESPEDIMENTOS POR SMS, UMA VERGONHA NACIONAL

Só neste país onde o patrão faz o que quer, podem acontecer situações destas. Um novo-rico dos muitos que por ai proliferam e contribuem para os quase 700 mil desempregados, teve esta ideia original, que eu chamaria de cobarde, avisou os seus operários que ia encerrar a fábrica através de mensagem SMS. 

O que lhe falta em coragem sobra-lhe em cobardia. As causas para que tal acontecesse não me interessam muito, ou seja, segundo as operárias, trabalho não faltava, encomendas muito menos, prova que a empresa ia no bom caminho. Se o senhor a geria mal, é incompetência, se é incompetente nunca poderia ser "empresário" e aqui, o sistema actual tem muitas culpas neste cartório, ou seja, qualquer bichocareta é patrão, quer ter satatus, quer ser "empresário", quer mandar, ter bons pópós, tudo à custa de quem trabalha e se sacrifica pela empresa, muitas vezes pondo esta acima da própria família, tentando que a dita não encerre, fazendo sacrifícios de vária ordem (abdicando de aumentos salariais, subsídios vários, fazendo horas extra sem a devida compensação, etc.), enquanto o patrão se pavoneia em orgias várias, sempre e sempre à conta do operário. Num país onde isto acontece é um país de mentira, de ignorância e de sacanas. São os defensores desta gente que querem retirar da Constituição da Republica o Artigo 61º - Nº-2 e 5, entre outros.   

20 de agosto de 2010

CIGANOS, FORA.......

Sarkozy, homem de confiança da direita europeia, começou ontem a deportar cidadãos romenos e búlgaros de etnia cigana. Não sei porquê, mas tal atitude faz-ma recordar outros tempos, com outros protagonistas. Entretanto para a coisa ficar mais "humanitária" o dito terá dado a cada adulto trezentos euros e a cada criança cem, o que dá, segundo Sarkozy, para recomeçarem uma nova vida nos seus países, (sic!!).

Se a isto não se chama xenofobia ou mesmo racismo, sinceramente não percebo nada disto.

Para mais, ambos os países (Roménia e Bulgária) pertencem à dita União Europeia, que de união pelos vistos nada tem. Se existe LIVRE circulação de pessoas e bens, porque razão estes cidadãos "europeus" de pleno direito não o podem fazer? Será que os há de primeira e segunda? Pelos vistos, sim.

Posto isto, nada os impede de dentro de dias, semanas ou meses voltarem novamente e ai serem novamente "recambiados" e o processo repetir-se-há eternamente. É isto que querem os senhores mandantes desta Europa esfrangalhada? 

Porque não promovem políticas de integração como deve ser, políticas que defendam as minorias e as ajudem na procura de soluções concretas, porque razão se vai pelo lado mais fácil, pelo lado que dá votos. Lá como cá, o poder está-se cagando para esta gente, sejam ciganos, pretos, brancos, amarelos ou vermelhos. Já sei, que certos intelectuais da treta vêm com a velha máxima "se os tipos não querem vergar o coirão que se lixem, não sou eu que tenho que sustentar essa gente", pura ilusão, o problema não são eles, é o sistema que lhes dá o peixe em vez da cana.