A administração norte-americana escolheu Guantánamo para manter estes prisioneiros, na tentativa de os manter fora do alcance dos tribunais norte-americanos.
Os detidos e as suas famílias estão sujeitos a uma grande instabilidade psicológica. Em desespero, muito deles têm levado a cabo greves de fome prolongadas, sendo mantidos vivos através de medidas de alimentação forçada muito dolorosas. Muitos já tentaram suicidar-se. Em Junho de 2006, três detidos foram encontrados mortos nas suas celas; aparentemente enforcaram-se.
À medida que as provas sobre os abusos cometidos em Guantánamo se vão tornando mais conhecidas, a condenação internacional e mesmo dentro dos EUA aumenta. A Amnistia Internacional foi uma das primeiras vozes a pedir que o campo fosse fechado, e muitas outras organizações, instituições e particulares têm vindo a exprimir o seu desagrado em relação ao centro de detenção.
A 29 de Junho de 2006, o Supremo Tribunal dos EUA, declarou que as comissões militares estabelecidas pelo Presidente Bush para julgarem os detidos da "guerra ao terror" eram ilegais.
Guantánamo tornou-se um símbolo desta injustiça. Como tal, deve ser fechada imediatamente. Os detidos devem ser libertados ou acusados e julgados num julgamento justo e transparente.
Em Lisboa, vamos efectuar uma acção de rua para recolha de assinaturas para a petição global que pede o encerramento de Guantánamo.
Ver mais em http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=75&Itemid=79
















