a humanidade só será LIVRE, quando o último corrupto for enforcado nas tripas do derradeiro capitalista
a desobediência é a verdadeira base da liberdade, os obedientes são necessariamente escravos

27 de setembro de 2012

RUI RIO, GUARDA REDES SEM BALIZA


Rui Rio sugere «balizas» para a comunicação social

Ou seja CENSURA. Em declarações proferidas durante uma conferência em Lisboa, este pulha que pelos vistos nunca se deu bem com a LIBERDADE, vem vomitar baboseiras e, mais grave, não tem um pingo de vergonha na fuça. Qual cacique, que no alto da sua arrogância de medíocre, tal como outros que infelizmente proliferam pelo burgo, diz o que quer, e pensa, coitado que os outros o levam a sério.  O país político burguês está carregado de merda desta, até um dia.....


25 de setembro de 2012

TENHAM UM PINGO DE VERGONHA, DEMITAM-SE

Pelos vistos, para esta gente, o 15 de Setembro não foi mais que fumaça. Leva-me até a pensar que o anunciar por parte de Passos naquele fatídico 7 de Setembro em relação à TSU não era mais que uma manobra deliberada de distracção para o anuncio de outras medidas mais graves e dolorosas.

Se o aumento/roubo de 7% na taxa de TSU aos trabalhadores para o entregar ao patronato era para além de aberrante e maquiavélica, inconstitucional, eles sabiam-no e aqui a coisa é bem mais grave. Se sabiam as consequências (e eu acredito que sabiam) de tal anuncio/medida, porque razão avançaram com ela? Se Portas sabia porque razão todo este cenário de "crise" no governo, com comunicados e contra-comunicados, com pseudo-zangas encenadas e alimentadas pelos mídia, culminando na reunião do conselho de estado?

Pois é, tudo isto fazia e faz parte de medidas pré-cozinhadas entre os personagens da imagem, Cavaco e os funcionários do FMI, BCE e CE que frequentemente nos visitam, tendo o PS/Seguro como cão de guarda a qualquer eventualidade.  Só assim se explica que "eles" continuem a cozinhar o nosso destino a seu belo prazer, tendo o grande capital e a banca como únicos beneficiados do descalabro económico e social do POVO. 

A sensação que fica é que o 15/9 não chegou, temos de ir mais além, o assalto que nos continuam a fazer é colossal, por tal, a resposta tem de ser a condizer.  

24 de setembro de 2012

O MACEDO CIGARRA

Ao proferir ontem  "....Portugal não pode continuar um país de muitas cigarras e poucas formigas...", este Macedo deve provavelmente estar-se a olhar ao espelho e dizer para os seus botões: " sou um grandíssimo sacana, por muito que queiram vou continuar a ser cigarra, as formigas que trabalhem. 

O seu exemplo e ao contrário daquilo que quereria mostrar, assenta-lhe que nem luva de pelica branca em mão de malandro, ou seja, sim sr. Macedo, estamos fartos de sustentar cigarras nojentas que cantam (roubam) o tempo todo à espera que a formiga escrava lhes sustente as mordomias. 

As cigarras são vocês e não nós. 

22 de setembro de 2012

CAVACO O HIPÓCRITA

Tal como se previa a montanha pariu uma formiga. Para ser levado (ainda) a sério, Cavaco só tinha/tem uma saída, DEMITIR Passos Coelho e seus capangas, foi isto que UM MILHÃO de portugueses lhe disseram sábado passado e lhe repetiram ontem. Cavaco ao dizer ontem de manhã, "...temos de ouvir o país..." e à noite considera ""a estabilidade política é "da maior importância" para Portugal, considerando estar "ultrapassada" a "eventualidade" de uma crise política, que seria "dramática" para o país..."", mais uma vez demonstrou a sua colossal hipocrisia e não mais pode ser levado a sério pelos portugueses. Mais, Cavaco não consegue "despir" a camisola que o capitalismo lhe vestiu e defende-a até à exaustão, mesmo que para isso coloque os interesses do POVO fora das suas prioridades. O problema não está (agora) em tomada de medidas avulsas para branquear outras medidas impopulares, criminosas e demagógicas, o problema de fundo é o actual sistema. Defendo e sempre defendi uma DEMOCRACIA VERDADEIRA E DIRECTA, sem intermediários, ao serviço do POVO, para o POVO e com o POVO.

18 de setembro de 2012

CONSELHO DE ESTADO

Sexta-Feira próxima reúne-se o conselho de estado para analisar a situação do país. Sinceramente não compreendo o motivo pelo qual Cavaco não demite JÁ Passos e sua cambada de eunucos, mais ainda depois dos dois amantes (Passos/Portas) ficarem definitivamente a dormir em camas e quartos separados.

Sabemos que desta reunião nada sairá de concreto, será apenas uma manobra de diversão de Cavaco para nos tentar dizer que também está preocupado e que quer ouvir os "conselheiros", para depois agir. 

É mais uma treta para pacóvio, quem está à espera que Cavaco corra com este governo pode tirar o cavalinho da chuva, primeiro não tem coragem para isso, depois está comprometido com a tacharia laranja até aos cabelos, por tal, dali nada virá de concreto, dirá sempre que tem a todo o custo de preservar  a "coesão e unidade nacional", "os superiores interesses da nação", a "reacção dos mercados", "que abrir uma crise política nesta altura era gravíssimo" e outras bacoradas afins.

Porque se Passos remodelar o governo, der uns toques na TSU e uns rebuçados aos "pobres" a coisa ficará  como dantes. Até porque Seguro não tem tomates para contestar (a sério) este governo e estas políticas, limita-se a indicar umas medidas avulsas e sem conteúdo.

Para mais, esta reunião tem sempre a assombra-la os fantasmas da Merkel, da TROIKA e até do ditador da botas que ainda paira por lá.

14 de setembro de 2012

O EXTERMINADOR

Se dúvidas houvesse ficaram totalmente dissipadas ontem. Passos já não tem o controlo do governo, para além de mentir com todos os dentes, a sua auréola de simpático, gajo porreiro, que parece que não parte um prato, foi-se, acabou. 

O homem está desorientado e mete os pés pelas mãos, nota-se que não está dentro dos problemas, limitado-se apenas a falar de coisas triviais e austeridade, sempre e só austeridade, já nem consegue disfarçar nem sequer contrariar os seus correlegionários partidários que o atacam em todas as direcções. Passos chegou ao desplante e à insensatez de dizer - ".....os trabalhadores vão ser compensados porque os preços dos bens essenciais vão descer....vou-me empenhar nisso....", ..."se Belmiro "acha que vai vender menos que baixe os preços" . Pensa ele que o Belmiro, o Pingo-Doce, a Galp, a PT, etc., vão descer os preços, definitivamente Passos está descontrolado. Somos governados através do EXCEL por garotos mimados que nunca cuspiram nas mãos, nunca comeram pão rijo, não sabem o que é a vida, limitam-se a ler relatórios e agem segundo eles, nunca desceram à terra, não conhecem NADA, são, para além de incompetentes, canalhas.

8 de setembro de 2012

A CANALHA MANDA, O PAÍS RECUA

Já se previa que a "mensagem" de ontem dirigida a (bem da nação) por Coelho (Passos) seria mais ou menos como acabou por ser. Mais miséria para o Povo, mais fome, mais sacrifícios, mais desemprego e precariedade e mais escravidão, Salazar não faria melhor. 

O roubo de um salário/ano aos trabalhadores é talvez o maior ATENTADO de sempre ao Povo português. 

O patronato reaccionário esfrega as mãos de contentamento por tais medidas, sempre podem comprar agora o tal Ferrari para a amante, ou até, aquelas férias de sonho nas Ilhas Virgens.

Vir dizer que tais medidas (já esperadas de resto) são para "estimular" o emprego e tornar-nos mais "competitivos" é a maior hipocrisia de sempre proferida por um político em Portugal,

Portugal está entregue a garotos mimados, paus-mandados, corruptos e que nada conhecem da vida, são uns bandalhitos burgueses e para eles não existem pessoas, só números.   

Apelo a TODAS as forças de esquerda e patrióticas, nomeadamente ao PCP e BE, deitem para trás das costas diferenças ideológicas e/ou outras, só vocês têm capacidade de mobilizar o POVO para de uma forma EFECTIVA, sem medos de qualquer espécie, fazê-lo AVANÇAR para a RUA, paralisar o país e finalmente encontrar a solução. Como está não pode continuar.

FESTA DO AVANTE

Goste-se ou não, a Festa do Avante é um marco no panorama cultural, gastronómico e musical do país. O meu abraço fraterno a todos os Homens e Mulheres que a tornam possível.

25 de agosto de 2012

MARINALEDA, UM EXEMPLO PARA TODOS NÓS


Todos os caminhos parecem ir dar a Marinaleda. A localidade andaluza permanece calma e aparentemente indiferente, no pico do sol abrasador da tarde. Estão mais de 40 graus, são poucas as pessoas que se aventuram nas ruas. A toponímia da terra cruza a Avenida da Liberdade com a Rua Ernesto Che Guevara. O que fez esta terra de 2800 habitantes para de repente estar nas bocas do mundo e invadida de equipas de televisão que vão desde a chinesa e da poderosa Alemanha à omnipresente Al Jazira?
Há dias, os activistas do Sindicato Andaluz dos Trabalhadores (SAT), capitaneados pelo alcaide de Marinaleda, Juan Manuel Sánchez Gordillo, entraram em dois supermercados da região, carregaram uma dezena de carrinhos com bens de primeira necessidade e saíram sem pagar. Os produtos foram entregues a famílias que passam fome. A acção pretendia denunciar, segundo os seus autores, o facto de as grandes superfícies deitarem fora os produtos que não vendem numa altura que o desemprego na região é superior a um milhão e 200 mil pessoas e a fome atinge quase dois milhões e 200 mil espanhóis, segundo os sindicalistas.
Os activistas foram detidos pela polícia, posteriormente libertados e acusados judicialmente. O presidente da câmara de Marinaleda e deputado no parlamento regional da Andaluzia pela Esquerda Unida, Sánchez Gordillo, declarou aos media que desejava abdicar da sua imunidade parlamentar para receber o mesmo tratamento que os outros.
São 20 horas. Perto da Casa do Povo, portas meias com a sede do sindicato, as pessoas concentram-se. Está convocada uma assembleia, a forma que em Marinaleda se resolvem todos os assuntos. Durante a tarde, os carros com megafones convocaram as pessoas. Agora, à porta, estão uma centena de homens a fumar. Dentro da sala abafada pelo calor já se encontram sentadas cerca de 200 mulheres de todas as idades. Muitas delas abanam leques. As portas da Casa do Povo têm sobre as arcadas as inscrições, em letras de metal: “Um outro mundo é possível” e “Utopia”.
Esperam pacientemente Gordillo, que foi a Madrid, para discutirem as marchas convocadas para a manhã seguinte. Depois da prisão dos sindicalistas foi organizada uma “marcha de trabalhadores” que percorrerá várias regiões da Andaluzia para conseguir espalhar como um vírus as acções directas do sindicato. Esta é, segundo nos dizem os habitantes de Marinaleda, uma “assembleia de luta” – existem outras para discutir trabalho comunitário, investimentos da autarquia e todos os assuntos que interessam aos habitantes. Esperanza del Rosario Saavedra, teniente alcalde em Marinaleda – uma espécie de vice-presidente da câmara –, diz-nos que a situação na Andaluzia está mal. “Há 30 anos que a situação no mundo rural é má. Com a crise e a mecanização da agricultura, o trabalho tornou-se ainda mais precário e ainda há mais desemprego. A terra concentrou-se nas mãos dos grandes proprietários, que têm como objectivo ganhar dinheiro, e não garantir emprego”. No município vizinho de Marinaleda, Rubio, são visíveis grandes campos de girassóis a secarem ao sol, sem terem sido aproveitados. Na terra explicam-nos que são frequentes: são culturas subsidiadas pela União Europeia que quase não precisam de trabalho humano e que os proprietários recebem à cabeça, sem mesmo precisarem de colher o que foi semeado. Uma fraude proveitosa. Diferente é a vida aqui: desde o ano de 91 que, devido a um longo processo de luta, a população de Marinaleda tem a gestão comunitária de 1200 hectares de terra. Nesta povoação, todas as famílias têm trabalho nas terras e nas fábricas que foram construídas para transformar os produtos agrícolas. “Esta cooperativa e a terra são o sonho de muitas gerações de trabalhadores que, numa dada altura, tiveram a coragem de lutar por elas e de as conseguir”, garante Esperanza.
À sala da Casa do Povo chega finalmente Gordillo, com uma hora de atraso. Fala da marcha de amanhã e da importância de muitos estarem presentes. “Para evitar provocações que possam difamar o carácter pacífico do protesto, é preciso que esteja muita gente.” O presidente garante que há gente que se sente ameaçada “por os trabalhadores terem tocado no ponto da sacrossanta propriedade privada”. Revela ter recebido várias “ameaças de morte”. As intervenções na assembleia são práticas, como se temessem dar demasiadas informações aos órgãos de comunicação social presentes. Este antigo professor de História, presidente da câmara há mais de 30 anos, vestido de negro e, normalmente, de lenço palestiniano, vai assentando num caderno as pessoas que amanhã às sete horas vão apanhar as camionetas para a marcha, que começará por volta das oito no recinto da feira de Homachuelos. Terminada rapidamente a assembleia, a sala fica deserta, com as suas inscrições na parede, entre as quais a citação do ideólogo da independência de Cuba, José Martí: “Quem não tem a coragem de se sacrificar, deve ter pelo menos o pudor de se calar perante aqueles que se sacrificam” – uma estranha frase para encimar uma sala de discussão. Em Marinaleda, a participação é o critério da democracia.
Às sete da manhã – é ainda noite frente à sede do ayuntamento, mas a temperatura está nuns sufocantes 30 graus –, os mais de 150 inscritos já fazem filas para as três camionetas. Com 30 minutos de atraso, arrancam os veículos. Perto de mim vai Ruben. Vive em Marinaleda há seis anos, apaixonou-se por uma rapariga da terra. Como 90% da população da terra, é jornaleiro. Ao seu lado viaja a namorada do irmão, Cristina, desempregada, que é da Catalunha. Quando chegamos pelas 8.30 da manhã já lá estão 200 activistas do sindicato da zona. Com uma hora de atraso, menos de 400 pessoas iniciam uma marcha pelas estradas. Tirando a passagem de algum camião ou carro, ou alguns jornalistas que estão em locais de passagem, a caminhada decorre numa espécie de deserto que é a paisagem da Andaluzia entre povoações. A solidão dos marchantes não impede o grito das palavras de ordem. “Não somos banqueiros, não somos marqueses, somos andaluzes, somos jornaleiros”, é a mais repetida nas horas do caminho. O sol vai-se tornando impiedoso. As pessoas da carrinha da frente vão pousando garrafas de água na estrada, que todos compartilham com alguma sofreguidão. Depois de 12 quilómetros de marcha passa-se por uma propriedade com um portão de metal encimado por brazões. Um forte dispositivo da Guarda Civil está junto à entrada. É anunciado que, devido ao calor, faremos um descanso à sombra de umas laranjeiras, 500 metros mais à frente. A que se seguirá uma assembleia. A propriedade segue paralela à estrada e a concentração de todos faz-se frente a uma estação que está antes do portão da propriedade. Quando a marcha arranca, passa-se outra vez frente a ele. A Guarda Civil, amolecida por uma hora de sol, encontra-se mais longe. Como por magia, é dado um grito de ocupação. Cerca de metade dos marchantes corre para os portões e passa por uma zona ao lado cuja vedação tem um providencial buraco. Rapidamente, dezenas de pessoas entram. Atravessam um enorme jardim. E detêm-se em frente ao Palácio de Moratalla. Aí toma a palavra o porta-voz do SAT, Diego Cañamero (ver entrevista ao lado), que denuncia que a propriedade, de uma nobreza que viveu à sombra do franquismo, estava a ser transformada em hotel de luxo e que os seus proprietários deviam dinheiro aos trabalhadores e empresas que tinham feito as obras.
“Vamos estar aqui pacificamente. Não tocaremos em nada. Isto não nos pertence ainda e, se fosse nosso, também não tocaríamos”, garantiu. Sánchez Gordillo toma de seguida a palavra para explicar que esta ocupação simbólica serve para denunciar que, enquanto mais de um milhão de andaluzes não têm trabalho, “os nobres, a classe mais inútil de Espanha, continuam a deter grandes propriedades, grande parte delas sem dar trabalho às pessoas da região”. Passados dez minutos chega a Guarda Civil, que proíbe os jornalistas de fotografar o dispositivo militar, dizendo que incorrem no crime de desobediência. Informa os sindicalistas de que cercam a propriedade, que não entrará mais ninguém e que toda a gente que sair será identificada para futuro procedimento criminal. Acrescenta que espera uma ordem do juiz para desalojar os ocupantes e que eles se “tinham metido com gente importante”. Começa uma longa espera que acabará com a desocupação voluntária do palácio na manhã seguinte. Os jornaleiros vão circulando à volta do complexo, admirando as luxuosas instalações. Os mais novos encontram uma piscina e banham--se. Os mais de 40 graus convidam ao mergulho. Pouco a pouco, até os mais velhos perdem a prudência e entram na água. Os fotógrafos e as televisões registam este momento simbólico da ocupação em que os mais pobres se banham nas águas de um hotel de luxo. O porta-voz do sindicato resiste, talvez ciente das leituras menos católicas do acto. Indiferente ao possível aproveitamento está uma mulher de quase 70 anos. Até há pouco, foi uma das ocupantes de uma herdade da Junta da Andaluzia que o governo regional quer privatizar. Os jornaleiros do SAT estão em guerra, neste momento, por essa propriedade de 500 hectares e uma herdade do exército com 1200 hectares. Defendem que deviam ser entregues aos trabalhadores porque estão subaproveitadas. Junto à porta do palácio, Antonio posa para a fotografia ao lado da bandeira da República. Já com uma certa idade, ostenta uma tatuagem de uma unidade militar. Diz-me que estas acções são úteis. “Há três anos marchámos pelos caminhos privados até Madrid, para termos o direito a utilizar essas estradas. Levámos pancada forte da Guarda Civil, mas chegámos a Madrid e a lei foi alterada”, afiança o jornaleiro.
Ao sair da propriedade ocupada no início da noite, sou identificado pela Guarda Civil. Os locais saem mais abaixo, escapando ao registo. Explicam-me que quem é identificado é condenado a pagar uma multa de 300 euros. Trinta ocupantes voltam de camioneta para Marinaleda. No dia seguinte, a marcha começará às seis da manhã para quem sair da vila, e partirá do palácio, que a assembleia decidiu desocupar às oito da manhã. O objectivo da marcha será atingir a localidade de Pousada ao início da tarde. Na véspera, a delegada do governo PP de Madrid na Andaluzia pediu ao governo regional que pusesse Gordillo na ordem, “para pôr fim à absurda palhaçada que causa dano à imagem da região e de Espanha”.
Converso na tarde seguinte com alguns dos jovens que participaram na marcha. Ruben e Encarnación conheceram-se numa reunião sobre ensino público na vila. Há seis anos que ele veio viver para a terra. A sua casa, como a de grande parte da população, foi construída com apoio da câmara. Paga, como toda a gente, 15 euros por mês. Quando acabarem de pagar o que custou, a casa será deles. “Ao valor que a gente pagou foi abatida a nossa participação no trabalho de construção”, informa Ruben. Toda a gente tem trabalho na terra. Dantes vinha gente das aldeias vizinhas trabalhar a Marinaleda; agora, com a crise na construção, o trabalho concentra-se na terra e nas fábricas da cooperativa, mas é distribuído por todos. Ensino e habitação são apoiados pela câmara. Tudo é decidido por assembleia e nenhum dos eleitos da câmara recebe ordenado. Manolo é irmão de Ruben. São naturais de uma localidade próxima em que as tradições sindicais também são fortes. O pai é dirigente sindical. Manolo namora com Cristina, originária da Catalunha, que está desempregada. Com a crise e a luta das populações de Marinaleda, “as pessoas, mesmo de longe, começaram a ter conhecimento de que há formas diferentes de fazer as coisas”, afirma. Nem sempre isso é garantia da consciencialização de que há uma alternativa, esclarece Manolo. “Sou empregado num estabelecimento turístico de cinco estrelas. O meu patrão acha que toda a gente de Marinaleda é ladra. O problema é que, muitas vezes, o ponto de vista do patrão influencia os empregados”, diz. Encarnación garante que o modelo de Marinaleda funciona, exige é muito trabalho e participação. “Não há mais povoações a fazer, neste momento, o que nós fazemos porque não conseguiram ocupar as terras. Quando começámos, diziam que éramos loucos, mas os loucos conseguiram fazer coisas. Mas não é fácil, porque a luta dá muito trabalho.”

Retirado  DAQUI

20 de agosto de 2012

ACORDA POVO, ONDE ESTÃO OS TEUS HERÓIS

A besta (leia-se governo) e suas bestas (leia-se governantes), segundo notícias de hoje  , preparam-se para cortar mais 200 milhões de euros no SNS em 2013.

Os cortes e ainda segundo as notícias são "impostas" por Gaspar a Macedo , na sequência do orçamento do estado para o ano de 2013.

Reafirmo o que tenho dito, Portugal caminha a passos largos para o abismo social e económico, alcançando a curtíssimo prazo valores das décadas de 1930/40. A retrocesso civilizacional é um facto que todos vêm e só os mais abastados não descortinam. Os primeiros remetem-se ao seu fatalismo militante e bolorento, os segundos com a barriga cheia, não fazem muito barulho a ver se o "azar" dos primeiros não lhe bate à porta. 

Os de barriga vazia, preferem a mesquinhês saloia do divisionismo, do neo-burguesismo bacoco,  que a unidade na acção; os de barriga cheia, mais unidos e desbolorados,  levam sempre a melhor. 

O que está a acontecer aos portugueses neste momento é tão simples como isto: - Uma maioria de esfomeados, não consegue derrotar uma pequeníssima minoria de abastados.  E é aqui que está o cerne da coisa, FALTA DE UNIDADE.

Onde estão os teus heróis, POVO?

14 de agosto de 2012

MOURA ASSADA

Vicente de Moura, reformado da armada e desde 1997!!!!! Presidente do Comité Olímpico de Portugal. 

O dito proferiu ontem AQUI uma das maiores manifestações de fascismo alguma vez dita após o 25 de Abril de 1974. Tentando retocar e/ou branquear a má prestação dos atletas nas olimpíadas de Londres/2012, o dito Moura, veio a terreiro com a velha ladainha das más condições que os atletas "lusos" têm e que até existem subsídios em atraso a alguns atletas e respectivos treinadores. 

Posto isto nem vem mal ao mundo, já se sabe que em Portugal as coisas funcionam assim, mas a seguir o tal Moura disse mais ou menos isto: ".... porque não reactivar a mocidade portuguesa...." (sic)

Só faltou mesmo dizer ....volta Salazar, estás perdoado.....

Se o homem está senil, só têm de o por a mexer, por onde anda o ministro que tutela estas coisas, presumo que seja um (desaparecido) Relvas, se este não tem condições que avance o Passos Coelho, mas ponham este Moura a andar. 

13 de agosto de 2012

PORTAS A METER ÁGUA

Claro que todos sabemos que neste país não há inquérito que dure até a fim, uns porque os visados são gente do sistema, outros (a maioria) acabam sempre no fundo de uma qualquer bolorenta gaveta, por tal é escusado o MP (Ministério Público) ir sugar mais uns cobres ao erário público na feitura de páginas A4 cheias de rabiscos que ninguém entende.

Esta história dos submarinos e das trafulhices do comprador, já cheiram a cadáver em decomposição, por isso, é chegada a hora de o dito (se tiver tomates) vir a terreiro esclarecer TUDO publicamente, na presença de juízes também eles com bolas pretas, olhos nos olhos e sem subterfúgios.

NOTA
Já agora, por acaso não haveria microfones no ministério da defesa aquando da maratona das fotocópias? Sim, daqueles que o PCP mandou colocar em tudo o que era ministério, agora davam jeito.

9 de agosto de 2012

COMO É DIFERENTE A LUTA NO LADO DE LÁ




Como é diferente a luta do lado de lá da fronteira. Por cá, salvo uma ou outra descida pela avenida, os nossos sindicatos preferem os brandos costumes bafientos e salazarentos, condenando TUDO o que vai fora do status quo vigente. Claro que o sistema agradece, os falcões do mesmo riem da nossa inoperância de luta efectiva, da nossa subjugação, da nossa mania de ser subserviente e obediente. 

Quem mais do que a esquerda do sistema (e não só) para nos mobilizar e incentivar à luta efectiva que dê resultados práticos e imediatos? Sim, quem mais?

Mas quando essa mesma esquerda, ou parte dela, quer a UE e o €uro, quer a negociação da "dívida", enfim, quer manter os seus privilégios institucionais e não só, caros amigos, nada há a fazer.

Ou será que há?

Eu (e não só) penso/pensamos que sim, que existem alternativas ao sistema, que as mesmas se situam no varrer com os capitalistas, incentivando o cooperativismo, o mutualismo, a auto-gestão e a acção directa.   

2 de agosto de 2012

HOMEM OU MONSTRO

Michael Phelps, nadador americano e ganhador de medalhas olímpicas não é um ser humano normal, nem tão pouco um atleta na verdadeira acepção da palavra, é mais um produto de exportação yankee na linha de qualquer míssil, pistola ou metralhadora, "artigos" em que o Tio Sam é exímio.

Mas vamos a pormenores interessantes (ou não) na fabricação deste monstrozinho.

Treina 10 (DEZ) hora por dia.
Se um ser humano normal dorme 7 (SETE) horas diárias, restam 7 (SETE). Se a universidade (se é que frequenta alguma) lhe consomem 5 (CINCO), restam-lhe 2 (DUAS) horas para lazer. Cá na minha o tipo ainda é virgem. 

Alimentação diária
Pequeno-almoço: 3 sandes de ovos fritos (3) cheias de queijo, alface, tomates, cebola frita, maionese. 2 chávenas de café. 1 omolete de 5 ovos. 1 taça de milho. 3 fatias de “French toast” com açúcar em pó. 3 panquecas com chocolate.
 
Almoço: Quase meio quilo de massa. 2 sandes de presunto e queijo com maionese e pão branco. Bebidas energéticas para acompanhar (1000 calorias delas).
 
Jantar: Mais meio quilo de massa. Uma pizza inteira. Mais bebidas energéticas.

Pierre de Coubertin, deve estar a dar cambalhotas no túmulo.


Ainda falam/falavam dos atletas da ex. RDA? Ao pé deste eram anjinhos de altar.