Israel
O partido Likud (direita) de Netanyahu, governa Israel
coligado com a extrema-direita do partido da Independência de Uri
Ariel.
Só por curiosidade,
Netanyahu detém (6) seis pastas (1º ministro, ministro das comunicações,
economia, negócios estrangeiros, saúde e previdência).
Mas não é disto que quero falar.
Ultimamente, tendo por consequência a guerra em Gaza (2014), surgiu um
movimento ultra-nacionalista de inspiração racista e xenófoba (Im
Tirtzu), chefiado por um tal Ronen Shoval que se associou a Moti Karpel
líder dos colonos e um fervoroso adepto do extermínio dos palestinianos
aos quais chama terroristas e toupeiras venenosas. O movimento em causa
tem o total apoio de Netanyahu se bem que este não o demonstre
publicamente.
Segundo o jornalista Natum Barnea, actualmente
Israel compara-se à Alemanha de Weimar (1918-1933) onde o ódio imperava,
com perseguições a judeus, comunistas, ciganos, pretos e a todos os que
não se reviam na “nova ordem” prestes a nascer. Hoje em Israel, grupos
de ultra-nacionalistas, com o Im Tirtzu à cabeça, perseguem, insultam,
agridem todos os que se lhe opõem - escritores, jornalistas, artistas e
principalmente militantes, simpatizantes e activistas dos direitos
humanos. Israel está a tornar-se um terror.
Até as ONG’s estão a
passar sobre o crivo da repressão, a ministra da justiça Ayelet Shaked
militante do partido Lar-Judaico, defensora da colonização e ocupação
dos territórios palestinianos, fez aprovar uma lei em que as ONG’s (de
esquerda) que recebem donativos de governos estrangeiros, são obrigadas a
entregar ao estado relatórios sobre a proveniência e montante de todos
os donativos recebidos, as que recebem donativos de empresas privadas
e/ou particulares, ONG’s (de direita) as quais contribuem para o
desenvolvimento dos colonatos, a estas nada é pedido.
Entretanto,
Netanyahu prepara um projecto-lei constitucional que redefine Israel
como estado-nação do povo judeu de inspiração judaica, ou seja, o regime
seria “democrático” mas só os judeus teriam direitos colectivos e
individuais; muçulmanos, cristãos e/ou outras crenças não.
Israel prepara-se para mais uma vez fazer história, ou seja, na Europa
(1933/1945) foi o holocausto do povo judeu, agora (2016 e seguintes)
Israel prepara-se para fazer o seu próprio holocausto, desta vez contra
todos os que lhe opõem. Sem câmaras de gás? A ver vamos.