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Trinta anos e muita censura depois, reabriram em algumas cidades da Arábia Saudita salas de cinema. Até aqui tudo mais ou menos bem. O pior vem a seguir.
Por aquelas bandas a discriminação sobre as mulheres é de todos conhecida, ora os responsáveis sauditas autorizaram a entrada de mulheres (em Riade não foram autorizadas, apenas em Yeda, Taif e Jazan o foi permitido) mas as mesmas tiveram de ficar em pé na geral, sim os cinemas por lá têm plateia (lugares sentados) e geral (lugares em pé), aquela é destinada aos homens, esta às mulheres. Para nós é um absurdo, pelos vistos na Arábia Saudita e não só, não.
Era fastidioso enumerar todas as restrições que as mulheres sofrem em nome do de uma religião absurda como todas e discriminatória, mas esta é de bradar aos céus: as mulheres não podem conduzir pois só estão “autorizadas” a olhar ou falar para pessoas do mesmo sexo, em caso de sexo diferente só para maridos, pais e irmãos o podem fazer.
Sou defensor da liberdade plena de cada indivíduo. Cada um é livre de escolher a sua religião, partido político, clube e por aí fora.
Só que existem seres humanos que não podem escolher. Para mais nascendo em países ridículos, com leis ainda mais ridículas, onde a repressão é feroz, a liberdade é uma miragem e o ridículo sobrepõe-se ao razoável.
Tudo isto com a conivência hipócrita dos chamados países ocidentais que o permitem, pois se noutras latitudes querem impor à força as suas convicções e cultura, noutras a troco duns barris de petróleo e de uma posição geo-estratégica duvidosa tudo permitem.
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Mulher condenada à morte por apedrejamento. Irão 2007
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Mulher Iraniana condenada por não querer viver com o marido, prepara-se para ser apedrejada.