a humanidade só será LIVRE, quando o último corrupto for enforcado nas tripas do derradeiro capitalista

14 de abril de 2009

SOEIRO PEREIRA GOMES

Image and video hosting by TinyPic
imagem net
Em homenagem aos Homens que nunca foram meninos
.
Soeiro nasceu em Gestaçô, concelho de Baião, distrito do Porto, a 14 de Abril e 1909.
Viveu em
Espinho, dos 6 aos 10 anos de idade, onde recebeu a instrução primária e onde passou o Verão nos primeiros anos da sua vida
Sendo filho de agricultores decidiu estudar na Escola de Regentes Agrícolas de
Coimbra, onde tirou o curso de Regente Agrícola, e, quando finalizou os estudos, viajou para Angola onde trabalhou por mais de um ano.
Quando regressou a Portugal, foi habitar em
Alhandra, onde vivia o seu sogro, como empregado administrativo na fábrica de cimentos local, onde começou a desenvolver um trabalho de dinamização cultural entre o operariado.
Mas foi o seu trabalho como escritor que o tornou conhecido, sendo considerado um nome grande do
realismo socialista em Portugal. Com apenas 20 anos, em 1939, começou a publicar escritos seus no jornal «O Diabo», à época uma publicação progressista que constrastava no panorama cinzento das publicações censuradas pelo fascismo.
Entre os seus trabalhos conta-se a obra
Esteiros, publicada em 1941, considerada a sua obra-prima, ilustrada, na sua primeira edição, por Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP, e dedicada «aos filhos dos homens que nunca foram meninos». É uma obra de profunda denúncia da injustiça e da miséria social, que conta a história de um grupo de crianças que desde cedo abandona a escola para trabalhar numa fábrica de tijolos.
Devido à condição de militante comunista, Soeiro passa à clandestinidade em 1945 para evitar a repressão do regime de
Salazar e continua a desenvolver o seu trabalho militante até adoecer com tuberculose, agravada pelas dificuldades da vida clandestina. Impedido, pela clandestinidade, de receber o tratamento médico que necessitava faleceu a 5 de Dezembro de 1949.
Encontra-se sepultado em Espinho, terra que o acolheu durante a infância. Da sua sepultura consta o seguinte epitáfio "A TUA LUTA FOI DÁDIVA TOTAL"
in-wikipedia
.
Faz hoje cem anos nascia Soeiro Pereira Gomes presto aqui a minha homenagem, pois tal como eu, nunca foi menino.
.

2 comentários:

Mariazinha disse...

A minha homenagem ao Soeiro,a ti e ao meu pai,homens que nunca foram meninos.

Beijokas

Nuno Pacheco disse...

Grande homem, enorme revolucionário.

É pena a maioria dos blogs de esquerda não se recordarem e tal como você, homenagear este grande vulto da cultura portuguesa.

Obrigado