a humanidade só será LIVRE, quando o último corrupto for enforcado nas tripas do derradeiro capitalista

24 de março de 2016

JÁ QUE SE FALA DE TERRORISMO E TERRORISTAS

Israel
O partido Likud (direita) de Netanyahu, governa Israel coligado com a extrema-direita do partido da Independência de Uri Ariel.
Só por curiosidade, Netanyahu detém (6) seis pastas (1º ministro, ministro das comunicações, economia, negócios estrangeiros, saúde e previdência).
Mas não é disto que quero falar.
Ultimamente, tendo por consequência a guerra em Gaza (2014), surgiu um movimento ultra-nacionalista de inspiração racista e xenófoba (Im Tirtzu), chefiado por um tal Ronen Shoval que se associou a Moti Karpel líder dos colonos e um fervoroso adepto do extermínio dos palestinianos aos quais chama terroristas e toupeiras venenosas. O movimento em causa tem o total apoio de Netanyahu se bem que este não o demonstre publicamente.
Segundo o jornalista Natum Barnea, actualmente Israel compara-se à Alemanha de Weimar (1918-1933) onde o ódio imperava, com perseguições a judeus, comunistas, ciganos, pretos e a todos os que não se reviam na “nova ordem” prestes a nascer. Hoje em Israel, grupos de ultra-nacionalistas, com o Im Tirtzu à cabeça, perseguem, insultam, agridem todos os que se lhe opõem - escritores, jornalistas, artistas e principalmente militantes, simpatizantes e activistas dos direitos humanos. Israel está a tornar-se um terror.
Até as ONG’s estão a passar sobre o crivo da repressão, a ministra da justiça Ayelet Shaked militante do partido Lar-Judaico, defensora da colonização e ocupação dos territórios palestinianos, fez aprovar uma lei em que as ONG’s (de esquerda) que recebem donativos de governos estrangeiros, são obrigadas a entregar ao estado relatórios sobre a proveniência e montante de todos os donativos recebidos, as que recebem donativos de empresas privadas e/ou particulares, ONG’s (de direita) as quais contribuem para o desenvolvimento dos colonatos, a estas nada é pedido.

Entretanto, Netanyahu prepara um projecto-lei constitucional que redefine Israel como estado-nação do povo judeu de inspiração judaica, ou seja, o regime seria “democrático” mas só os judeus teriam direitos colectivos e individuais; muçulmanos, cristãos e/ou outras crenças não.
Israel prepara-se para mais uma vez fazer história, ou seja, na Europa (1933/1945) foi o holocausto do povo judeu, agora (2016 e seguintes) Israel prepara-se para fazer o seu próprio holocausto, desta vez contra todos os que lhe opõem. Sem câmaras de gás? A ver vamos.

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