a humanidade só será LIVRE, quando o último corrupto for enforcado nas tripas do derradeiro capitalista
a desobediência é a verdadeira base da liberdade, os obedientes são necessariamente escravos

5 de novembro de 2007

DOENTES AO TRABALHO, JÁ

O que mais nos irá acontecer.

Uma junta médica (será que os tipos eram mesmo médicos?) cega, surda e muda, disseram a uma senhora de Ponte de Lima, funcionária duma junta de freguesia daquele concelho, que o tempo de baixa era demasiado e que ou se apresentava ao trabalho hoje (dia 5 de Novembro) ou …….

No meio da confusão, o ministro das finanças veio a terreiro afirmar, se não o fez pensou-o, que os sr’s “doutores” são uns incompetentes e por isso a senhora vai para casa aguardar uma reapreciação da sua situação.

Entretanto, a referida senhora, teve de passar pelo vexame, de, quase paralisada, se apresentar ao trabalho.
Ana Maria Brandão a senhora em causa, não consegue escrever, virar uma página de um livro ou jornal, abrir uma porta, pegar numa pasta, andar mais de 20 metros sem ajuda ou ir à casa de banho sozinha, pelo que vai «trabalhar» sempre acompanhada pelo pai.

Que país é este?

Que “médicos” apreciam estes casos na C.G.A.?

Se tivesse-mos governantes com “eles” no sítio, estes sr.’s doutores iam já para a rua e eram proibidos de exercer medicina.

Mas, como estes tipos, comem todos da mesma gamela, a senhora em questão ainda tem de se sujeitar a nova junta médica.

É o Portugal que temos.

2 comentários:

Jorge Borges disse...

É efectivamente um caso chocante, infelizmente típico da forma como os técnicos do actual sistema neoliberal encaram as pessoas: como números em estatísticas, como mão-de-obra descartável. Uma doença - mesmo que seja muito grave - deve obedecer ao mesmo padrão para todos. Há X dias de baixa, após os quais toca mas é de ir trabalhar malandro!
Um sistema desumano que se torna imperativo desmantelar.
Um abraço solidário

Mariazinha disse...

Caro Jota
Estas situações já se passavam antes com a arraia miuda mas agora começou a tocar a outras portas.
O xuxalismo no seu melhor
Um abraço e continuaremos sempre a lutar!