a humanidade só será LIVRE, quando o último corrupto for enforcado nas tripas do derradeiro capitalista

19 de dezembro de 2011

JOSÉ DIAS COELHO, 1923 - 1961


A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome pra qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada, há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas duma nação

Foi em 19 de Dezembro de 1961, faz hoje 50 anos, a PIDE assassinava José Dias Coelho, lutador anti-fascista, militante comunista, professor e artista plástico.  A repressão fascista estava então no seu auge, com o começo da luta de libertação em Angola (Fevereiro de 1961), Salazar e seu regime estavam a agonizar, o mundo estava a mudar, a oposição clandestina estava mais activa que nunca.  Aqui fica a minha singela homenagem a este grande português.    

2 comentários:

Pata Negra disse...

Amigo e Camarada Ferroadas,
o Rei dos Leittões sente-se orgulhoso de desejar a todos os teus um Natal impossível e uma ano novo cheio de lutas possíveis.

Não comam carne de porco! Comam Coelho! Isto não é o Fim do Mundo! É o fim do sistema!

Eernesto F. dos S. disse...

matem o coelho para não comerem pão com dentes !!!!!